Ministério da Fazenda anunciou ontem a redução da projeção de crescimento do Produto Interno Bruto para 2017. O índice afere a soma das riquezas de cada país e estava previsto para 1,6%, sendo reduzido para 1% nas novas previsões do governo. Em 2016, ainda, projeção previa queda de 3%, sofrendo nova contração econômica de 3,5%.
Além disso, o governo ampliou as estimativas da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficará em 4,7%, segundo as novas previsões, ante os 4,8% previstos em agosto deste ano. Em 2016, a inflação caiu de 7,2% para 6,8%, segundo dados do IBGE.
De acordo com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk, o que causou a recessão foi a queda de confiança causada por questões fiscais, gerada pelos problemas nas contas públicas, impactando na confiança empresarial. Nesse sentido, o ponto principal a ser resolvido é a questão fiscal, de acordo com o secretário.
Vale lembrar que as previsões para o PIB estão em consonância com as projeções do mercado financeiro, previstas pelo Banco Central recentemente. A expectativa do mercado é de encolhimento de 3,4% na economia ainda este ano, e de crescimento tímido, de 1%, em 2017.
Impostos. Quando a economia cresce menos do que a previsão do governo, a arrecadação de impostos também é impactada, gerando reflexo direto nos cofres públicos. Assim, a projeção do PIB deve afetar os cálculos para as receitas do governo no ano que vem. Diante da forte crise enfrentada pelo país, o cenário não é favorável, tendo em vista os recorrentes déficits fiscais. Para o ano que vem, o governo já propôs que os gastos superem a arrecadação em até R$ 139 bilhões. Se confirmado, o valor será o segundo maior rombo fiscal da série histórica.