Com relação aos gastos do início de ano, como o pagamento de impostos e material escolar, o economista diz que são despesas inevitáveis, portanto, devem ser pagas
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Marco Antonio Nogueira afirma que 2015 será pior do que 2041, pois o governo terá de reajustar a economia
Economia em 2015 continua enfraquecida e especialista orienta consumidores para que não façam dívidas. De acordo com o economista, Marco Antonio Nogueira, o ano será pior do que foi em 2014, pois o governo terá de reajustar a economia e as duas principais ações serão o aumento da taxa de juros e a redução dos repasses. Situações que irão afetar o consumidor.
No caso do aumento dos juros, Marco Antonio explica que as pessoas que possuem dívida no cartão de crédito, cheque especial ou outra modalidade, vão sentir esses efeitos, por isso é importante não fazer dívidas. Já a redução das despesas do governo vai impactar no emprego e renda, portanto, será um ano de aumento no desemprego, mesmo que não seja em níveis alarmantes.
“Neste sentido, fazer investimento de longo prazo, ou com uma grande quantia de dinheiro é uma atitude que deve ser bem pensada. Em 2015 temos de guardar dinheiro o máximo possível, não é deixar de gastar e sim gastar com equilíbrio. O ano será desafiador, e 2016 deve seguir essa tendência. Por isso, a minha orientação é para que as pessoas paguem as dívidas e tenham parcimônia nos gastos”, explica o economista.
Ao contrário do que muitos pensam, os problemas na economia afetam toda a população, como por exemplo, é o caso da inflação. Segundo Marco Antonio, neste primeiro semestre a inflação vai aumentar e os preços nos supermercados vão continuar subindo.
Sendo assim, com juros, inflação em alta e redução nos repasses do governo, é preciso tomar cuidado com gastos, principalmente com aqueles em que for preciso parcelar. “Tudo que acontece na economia, por mais distante que esteja da nossa ‘mesa’, repercute. Por exemplo, a gasolina vai subir e fatalmente o preço do pão também vai aumentar. Os valores das taxas da energia elétrica já estão maiores e vai repercutir no nosso bolso. Por isso, é preciso cuidado”, afirma Marco.
Com relação aos gastos do início de ano, como o pagamento de impostos e material escolar, o economista diz que são despesas inevitáveis, portanto, devem ser pagas. Mas se o consumidor fizer uma reserva para o resto do semestre, a partir de março, vai sentir menos esses gastos.