Na terça-feira, 14, deverão ser eleitos os presidentes dos colegiados e as comissões serão instaladas
Esta semana promete ser bem agitada em Brasília. E não apenas pela possibilidade da quebra de sigilo das delações dos executivos da Odebrecht, mas também porque líderes partidários decidirão sobre as presidências das comissões permanentes da Câmara. Na terça-feira, 14, deverão ser eleitos os presidentes dos colegiados e as comissões serão instaladas. E os deputados federais, Marcos Montes, líder do PSD, e Aelton Freitas, líder do PR, participarão das decisões.
O líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que a base do governo está dividida na indicação de colegiados importantes, como a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), mas indicou que o PT tem interesse na Comissão de Seguridade Social e Família, comissão que também é disputada pelo PSDB.
“Os principais partidos perderam as disputas no Plenário e elegeram deputados e deputadas avulsos. Isso alterou a formatação inicial combinada. Ao alterar isso, tem uma ordem de que cada partido faça a escolha; por exemplo, o PT já fez, o PCdoB já fez. Está havendo muita dificuldade, na minha percepção, na base do governo de se entender na composição das comissões”, ressaltou Guimarães.
Por outro lado, o líder do Democratas, deputado Efraim Filho (PB), não acredita que haja divisão na base do governo e que o Regimento Interno da Câmara, que trata dos cargos em comissão pelo critério da proporcionalidade partidária, será cumprido.
“O eventual desarranjo é resolvido pela ordem de preferência. Pelo fato de existir uma ordem de prioridade e preferência de acordo com o tamanho das bancadas, coloca ordem nas escolhas. Não acredito que seja razão de desentendimento na escolha das comissões, porque há uma regra preestabelecida para essa solução”, disse Filho.