O chefe operacional, Mário Nelson Emerenciano, ressalta a necessidade de identificação do perturbador para que as devidas providências legais sejam tomadas
Em quatro dias a Guarda Municipal atendeu a 31 ocorrências de perturbação do sossego. E os números de inquietação na cidade têm crescido cada vez mais. Segundo chefe operacional da Guarda Municipal, Mário Nelson Emerenciano, 394 ocorrências foram atendidas pela Patrulha do Silêncio nos últimos 40 dias.
Apesar do bom número registrado pela GM, Mário Nelson destaca a impossibilidade de se ter o universo exato de quantas reclamações são recebidas. “Existem muitas ocorrências que são canceladas e outras que são feitas em duplicidade, sem mencionar as inúmeras ligações que são trotes”, afirmou.
Ademais, o chefe operacional orienta sobre a necessidade de identificação para efetivar a reclamação junto à Patrulha do Silêncio. “Não adianta a pessoa fazer contato no 153 ou 190 sem que ela faça a representação contra quem está provocando a perturbação do sossego”, explicou Mário Nelson, que ainda ressaltou que a reclamação será formalizada e encaminhada ao delegado de Polícia Civil e ao Ministério Público, que acionarão a Justiça para que o perturbador do silêncio arque com os recursos da lei.
População não cede e faz reclamações nas redes sociais. Questionado sobre como a Guarda Municipal lida com as reclamações da população, que tem se manifestado ativamente, principalmente nas redes sociais, Mário Nelson afirmou que a patrulha deve atender muito bem a população. “Só conseguimos atender dentro das nossas possibilidades. Não dá para chegar em uma ocorrência em dez minutos e em mais dez ir para outra”, afirmou.
O chefe operacional ressaltou que a população deve levar em consideração o tempo de deslocamento e os desdobramentos de cada caso. “Uma ocorrência bem trabalhada, mesmo que simples, demora, no mínimo, uma hora. A gente considera neste tempo de atendimento a lavratura do boletim de ocorrência e a instrução para as pessoas que estão causando a poluição sonora, especialmente nos casos em que não há representação”, pontuou.
Segundo ele, para suprir toda a demanda e atender a todas as ocorrências, seriam necessários mais de 2 mil homens e 300 viaturas percorrendo as ruas todas as noites. “ A nossa intenção é atender bem e muito bem a população, mas atender com ocorrências resolvidas. Não adianta eu falar que a Guarda atendeu mil ocorrências. A gente pede encarecidamente que mesmo o telefone dando ocupando, a população insista no número 153. A Guarda existe é para atender à população”, finalizou.