GERAL

Embrapa: 174 milhões de hectares de mata preservada estão em áreas privadas

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais

Publicado em 16/06/2017 às 07:50Atualizado em 16/12/2022 às 12:38
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Imagem de divulgação/Fiocruz

De acordo com a Embrapa, os agricultores preservam mais do que a lei exige em todos os estados

Cálculos do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que mais de 174 milhões de hectares de vegetação nativa preservados estão dentro de imóveis rurais particulares. A quantidade corresponde a 47,7% da área total dos imóveis rurais brasileiros cadastrados no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR) até dezembro de 2016, excluindo os estados do Mato Grosso do Sul e do Espírito Santo, que ainda não estão no sistema.

“Em todos os estados, os agricultores preservam mais do que a lei exige. Eles estão todos acima do mínimo. Esse mínimo é por bioma. No bioma Mata-Atlântica é 20%, no bioma Cerrado e Pampa também. Passa a 35% quando o cerrado está na Amazônia Legal, enquanto no bioma Amazônia é 80% [a exigência] de área preservada”, destacou o coordenador do estudo e pesquisador da Embrapa Evaristo de Miranda.

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais. Ele foi instituído pelo novo Código Florestal. Os agricultores têm prazo para cadastrar todo o seu capital ambiental até o fim de 2017. No entanto, a maioria dos registros já havia sido feita até dezembro de 2016.

“O governo fala de pagamentos de serviços ambientais, diz que é bom para o planeta, para a bacia hidrográfica e para a chuva. Mas quem está bancando sozinhos são os agricultores, muitos deles pequenos produtores. Às vezes, para eles isso é pesado. Acho que a gente deveria, com esses números, se inspirar para buscar caminhos que pudessem ajudar um pouco esses agricultores pelo que eles fazem por todos”, acrescentou Miranda.

Agenda. Para o gerente do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Luís Fernando Guedes, a quantidade de mata preservada não deve ser encarada como justificativa para uma elevação no desmatamento. “Não tem nenhum argumento que justifique desmatar para aumentar a produção agropecuária. O aumento da nossa safra, da riqueza gerada pelo setor ela pode acontecer pela via da intensificação, de uso mais racional da terra, de um aproveitamento melhor das áreas abertas”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

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