Pesquisa realizada pelo SPC e CNDL mostra que esse universo é feito de pessoas que emprestam nomes a amigos ou familiares
O empréstimo do próprio nome a terceiros é a causa de 17% das negativações no país. O dado é proveniente de levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e mostra que o percentual diz respeito aos brasileiros inadimplentes atualmente ou que estiveram nesta condição nos últimos doze meses. Os dados revelam, ainda, que desse montante, 31% são amigos e 22% parentes próximos.
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Uberaba, Fúlvio Ferreira, as pessoas precisam aprender a dizer não. “A melhor maneira de evitar transtornos futuros é não emprestar o nome para outras pessoas comprarem. A pessoa que for fazer a compra, ela mesma deve assumir a autoria dessa conta. De qualquer maneira a dívida terá que ser paga e essa prática de emprestar o nome é muito corriqueira. Temos observado uma diminuição dessa relação de ceder o nome para terceiros, mas ainda é bem utilizada. A dívida não paga acaba com amizade e, quando são parentes, as pessoas ficam distantes, porque se o outro não pagar, quem emprestou vai ter de qualquer jeito resgatar seu nome na praça”, orienta Fúlvio.
51% dos entrevistados pela pesquisa afirmaram que o motivo principal para emprestar seus dados, cartão ou cheque foi para ajudar seus conhecidos. Os outros 49% dos negativados sabiam a quantia que seria gasta no empréstimo do nome.
Além disso, 18% disseram ter feito acordo do valor a ser gasto, mas não foi cumprido. Para sanar a dívida e tirar o nome da condição de negativado, 41% dos entrevistados pagaram eles mesmos o saldo devedor.