GERAL

Endocrinologista explica sintomas do diabetes e a importância de uma alimentação balanceada

No Brasil, são 14 milhões de diabéticos e a metade dessa população não sabe que é portadora da doença

Letícia Morais
Publicado em 10/12/2017 às 19:17Atualizado em 16/12/2022 às 08:20
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 Foto/Divulgação

Elisabete Mantovani alerta que o diabetes tipo 2 vem acometendo cada vez mais jovens, devido ao sedentarismo e à obesidade

No Brasil, são 14 milhões de diabéticos e a metade dessa população não sabe que é portadora da doença ou desconhece as formas de prevenção e tratamento. A endocrinologista Elisabete Aparecida Mantovani afirma que a cada 11 pessoas uma possui diabetes mellitus no mundo, sendo que 50% desse público não sabe que tem a doença.

Segundo Elisabete Mantovani, no começo, os sintomas são leves, como aumento da sede e frequência urinária, perda de peso sem explicação, desânimo, fraqueza e visão embaçada. Contudo, há casos de pessoas que são assintomáticas, principalmente no início das alterações glicêmicas. A endocrinologista analisa, ainda, que o diabetes tipo 2, que sempre foi mais comum entre os adultos, vem acometendo cada vez mais jovens devido ao sedentarismo e à obesidade.

A especialista reforça a importância da alimentação balanceada, com a redução da ingestão de açúcar, carboidratos, frituras, refrigerantes e farinhas brancas. “O padrão de dieta brasileira é suficiente para os diabéticos, com arroz, de preferência integral, feijão, carne, verduras, frutas e pães integrais”, afirma. Ela destaca a necessidade de a alimentação ser feita em pequenas quantidades e dividida em cinco a seis porções por dia.

Para quem tem diagnóstico de diabetes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atenção integral e gratuita, inclusive com fornecimento de medicações. “UFTM e Uniube têm serviços de excelência no cuidado destes pacientes. Recentemente o Hospital de Clínicas iniciou o serviço de cuidado do pé diabético. Entretanto, sabemos que o sistema público precisa estar atento para que não faltem medicações e nem as fitas para diagnóstico glicêmico. Estamos sempre estimulando os agentes públicos a melhorarem a gama de medicações e, com isso, realizem um tratamento de qualidade”, ressalta Elisabete. 

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