Nos últimos dias, a rede Anonymous repercute no Brasil e no exterior com o vazamento de informações e denúncias. No país, um dos alvos foi o presidente Jair Bolsonaro, que teve dados pessoais vazados na noite de segunda-feira (1º). Hackers publicaram endereços, CPFs, telefones e informações sobre imóveis de Bolsonaro, familiares, ministros e empresário.
O grupo de hackers surgiu em 2003 e, desde então, se espalhou pelo mundo, com células em inúmeros países, entre eles, o Brasil. “Somos uma Legião. Não perdoamos. Não esquecemos. Somos os Anonymous”. Os hackers não seguem uma estrutura ou hierarquia, ou seja, a rede é qualquer pessoa que acredita nas ideias propagadas pelo grupo e que tenha as ferramentas para a invasão das redes privadas. Com o anonimato como regra, o grupo usa a internet e técnicas de tecnologia da informação para cometer crimes cibernéticos, sob o argumento de luta por liberdade, contra a censura e a opressão de governos e autoridades.
O grupo estava há cerca de três anos sem se manifestar e retornou após manifestações causadas pela morte de George Floyd, um homem negro, que foi morto por um policial. Anonymous ameaçou na noite de domingo, 31, expor políticos e autoridade de segurança norte-americanos, incluindo o presidente Donald Trump.
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No Brasil, o grupo também não se manifestava há cerca de três anos. Os hackers ganharam visibilidade pouco antes, em meio aos protestos de 2013. À época, redes sociais e sites de políticos, partidos políticos, veículos de imprensa, governos estaduais e instituições foram alvos dos hackers. A então presidente Dilma Rousseff (PT) e seu vice, Michel Temer (MDB), tiveram as redes sociais invadidas. Partidos como o PT, PSDB e MDB também foram alvos. O site do Exército brasileiro chegou a ser invadido e ficou cerca de 15 horas fora do ar. Na época, o comando das Forças Armadas informou que nenhum dado havia sido roubado.
No mundo, entre as principais ações do grupo esteve a participação nos protestos em 2010 no Oriente Médio e no Norte da África – conhecido como Primavera Árabe. Os hackers derrubaram sites do governo do Egito e da Síria e divulgaram informações sigilosas de militares dos governos.
*Com informações Extra e O Globo