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Escorpiões em casa? Saiba como se proteger de ataques dos peçonhentos

Luiz Henrique Cruvinel
Publicado em 22/07/2021 às 15:37Atualizado em 19/12/2022 às 02:45
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Foto/Letícia Delphino/Instituto Butantan 

O período seco e frio de julho e agosto é propício para a aparição de doenças respiratórias, resfriados e também animais peçonhentos. O escorpião, por exemplo, é um dos aracnídeos mais presentes nas residências uberabenses durante o tempo árido, o que exige muita atenção e preparo para evitar acidentes domésticos.

Em entrevista à Rádio JM, nesta quinta-feira (22), o médico veterinário Cláudio Yudi explicou que os escorpiões, neste período, estão procurando abrigos quentes e alimento, como baratas. Desta forma, um quintal mal cuidado, uma varanda suja, e uma calçada com lixo são locais propícios para o aparecimento dos animais.

Cláudio deu dicas para manter a casa bem protegida dos peçonhentos de forma simples e prática, mas afirmou que, apesar dos mecanismos usuais serem úteis, pode ser necessária a contratação de uma empresa especializada na dedetização do ambiente.

“Devemos fechar todas as frestas, buracos, ralos. Até quem mora em apartamento deve tomar cuidado, porque eles sobem nos tubos dos canos. Os escorpiões são noturnos, vão procurar comida e abrigo à noite. Eles não gostam de luz. Onde bate luz ele escapa para a parte mais escura. À noite o acidente pode ser maior. Existe o caso, quando a pessoa coloca o tênis, ou a bota, pressiona o escorpião e ele pica. Por isso é importante ficar de olho nos sapatos jogados também”, declara Cláudio.

Outro ponto de atenção são as construções no bairro e as praças sem manutenção. Estes locais também oferecem abrigos considerados pelos escorpiões e aumentam o risco de acidentes. O veterinário revelou que a maioria dos acidentes acontecem em homens, nas mãos e nos pés.

De acordo com Cláudio Yudi, praças e parques, de primária responsabilidade da gestão municipal, não devem ser ignoradas pelos moradores da região. Ele faz um apelo sobre responsabilidade compartilhada e pede muita atenção com os cuidados nas residências e proximidades.

“Não é o trabalho de uma pessoa, ou uma casa, mas de uma comunidade. Todos têm que estar envolvidos. A Prefeitura faz sua parte, mas todos devem ajudar. Se todos evitarem o acúmulo de lixo, por exemplo, vai acabar esse problema. É uma responsabilidade compartilhada. Aqui no brasil nós sempre esperamos que o órgão público faça a ação, mas é nosso papel cooperar para fazer as coisas básicas, como não deixar acumular lixo, ajudar um vizinho, ou uma senhora, a fazer isso…”, finaliza o médico veterinário.

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