A doação de órgãos ainda é considerada um tabu entre os brasileiros e, principalmente, entre os uberabenses. Tendo em vista a redução no número de doações de órgãos em 2015, o assunto esteve em destaque na Enquete JM. Com 663 participantes, cerca de 79,6% seriam doadores ou autorizariam a doação dos órgãos de um parente. Outros 20,4% dos leitores não permitiriam a doação.
Analisando os números, o médico e coordenador da comissão de doação de órgãos em Uberaba, Ilídio Antunes de Oliveira Júnior se mostrou contente com o resultado. “Me surpreendeu bastante! Esse é um número muito bom, diferente da média brasileira, que é de 46% de autorização. Fico extremamente feliz, acho que é sinal de que o nosso trabalho deu resultado”, comemorou.
Para o especialista, a aceitação da doação ressalta a sensibilidade dos uberabenses. “As matérias e entrevistas que nós damos, que o JM divulga, são de extrema importância para esse número e isso é surpreendente. Tentamos ter, no máximo, 30% de recusa, e, segundo a pesquisa, estamos com quase 10% a menos”, destaca.
Contudo, ele indaga onde estão esses doadores, já que a realidade na cidade é um pouco diferente. “Precisamos ver onde é que estão esses doadores, porque essa não é a realidade que vimos nesse ano que passou. Claro que, graças a Deus, essas pessoas não devem ter tido ninguém na família com morte encefálica, não é?! Mas que esse seja mais um estímulo para quem ler a notícia, entendendo a necessidade e importância de doar. Estou emocionado com essa notícia. Fico feliz e a vida agradece”, finaliza.