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Especialista explica como lidar com a doença do esgotamento profissional

Principal característica do portador da Síndrome de Burnout é o estado de tensão emocional e de estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes

Thassiana Macedo
Publicado em 07/08/2016 às 10:16Atualizado em 16/12/2022 às 17:50
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Viviane Guerra alerta que a síndrome é caracterizada pelo esgotamento físico e mental, o que afeta a vida social e profissional do portador

Quando se trata de carreira, vários fatores influenciam o comportamento de um profissional. Dentre eles, motivação, forma de pensar, nível de inteligência emocional, perfil comportamental, entre outros. Uma doença ocupacional tem sido discutida nos últimos anos e ainda é desconhecida, a síndrome de Burnout, também conhecida como a síndrome do esgotamento profissional, é caracterizada pelo esgotamento físico e mental. Não importa a profissão, o estresse faz parte do dia a dia da maioria das pessoas inseridas em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo.

Segundo a analista comportamental, Viviane Guerra, a síndrome de Burnout é decorrente do estresse crônico e de um estado de tensão emocional provocado por excesso de trabalho ou condições de trabalho desgastantes e provoca danos físicos e psicológicos. “Alguns perfis profissionais estão mais vulneráveis a ela, como aqueles que são altamente competitivos, gestores com dificuldade de delegar e pessoas com dificuldade de dizer ‘não’ a projetos e tarefas diárias, pois absorvem grande volume de trabalho para si. Profissionais que são inseguros ou que dependem do reconhecimento dos outros também podem estar mais suscetíveis à síndrome de Burnout, já que tendem a pensamentos negativos e sentimento de inferioridade”, alerta.

Viviane ressalta que os sintomas percebidos nos indivíduos que apresentam a síndrome são insatisfação profissional, desânimo, desmotivação, ansiedade, tristeza, agressividade, isolamento, mudança de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, dificuldade de raciocínio, lapsos de memória e outros. “O profissional tende a ter pensamentos pessimistas e baixa autoestima. Entre os sinais físicos observados pelos especialistas estão enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares”, reforça a analista comportamental.

A especialista destaca que é importante que o profissional relate ao médico a realidade do ambiente profissional e, também, seu próprio comportamento para que o médico possa investigar as possíveis causas do estresse. “O tratamento pode se dar por psicoterapias, por medicações e ações que trazem qualidade de vida, como atividades físicas regulares, qualidade do sono, alimentação etc”, orienta.

Como prevenção, Viviane Guerra informa que as empresas devem estar atentas à cultura de exigência de resultados acima de tudo, pois os impactos na saúde e no comportamento do profissional podem se reverter em absenteísmo, desligamento do profissional ou baixa produtividade. “E o profissional, por sua vez, deve estar atento aos sinais físicos e mentais, optar por equilíbrio entre trabalho e vida pessoal para garantir a qualidade de vida e fortalecer a inteligência emocional”, completa.

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