Os idosos têm a saúde mais vulnerável e são mais debilitados fisicamente. Uma simples atividade, como passar um repelente no corpo pode ser uma tarefa difícil para o idoso. Portanto, é preciso atenção especial dos familiares e cuidadores, que devem se manter em alerta nesse momento em que a proliferação do mosquito Aedes aegypti está em alta.
A enfermeira Larissa Carvalho Silva explica que a higienização é um dos cuidados básicos que os familiares e cuidadores devem ter. “Estudos mostram que o mosquito gosta de cheiros fortes, como suor e bromidrose (o famoso chulé). O idoso deve estar sempre limpo, usando cremes hidratantes e repelentes”, destacou a profissional.
A enfermeira ainda explica que o idoso deve utilizar o repelente no máximo três vezes ao dia, e pode ser usado por cima da roupa. “Vale destacar que o produto não pode ser jogado próximo às vias áreas e que mosquito prefere picar os membros inferiores, como os pés, onde os idosos têm mais dificuldade aplicarem o produto”, salienta a Larissa, destacando eles têm mais propensão ao agravamento clínico e hospitalizações devido a outras doenças, como diabetes e hipertensão.
A profissional orienta que o médico deve ser procurado caso haja qualquer característica incomum apresentada pelo idoso. “A dengue sempre começa com uma febre alta, de 39 ou 40 graus, acompanhada de pelo menos dois sintomas, como dor no corpo, articulações e atrás dos olhos. Essas características ajudam a identificar a doença, mas é claro que a indicação é levar ao médico. Quando se fala em dengue, não é qualquer medicação que pode ser administrada, ainda mais se tratando do idosos, que poderão apresentar outras complicações, afetando ainda mais o quadro clínico”, salienta.