GERAL

Especialistas alertam para epidemia do Zika Vírus no carnaval

A festa é considerada um coquetel explosivo, quando muitas pessoas viajam para locais endêmicos, alastrando o vírus

Letícia Morais
Publicado em 21/01/2016 às 15:18Atualizado em 16/12/2022 às 20:24
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 Especialistas alertam foliões que pretendem curtir o carnaval em outros estados. Nesta época, muitas pessoas viajam para cidades que vivem situações endêmicas e isso pode fazer com que o zika vírus se alastre para lugares onde ainda não havia chegado. A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) já fez o alerta de que a passagem de milhares turistas por capitais pode contribuir para a proliferação da doença no país.

Na avaliação do médico infectologista do Hospital De Clinicas da UFTM, Rodrigo Juliano Molina, o carnaval em si já é uma festa que tem grande fluxo de pessoas, então, se o destino for o Nordeste, o cuidado deve ser redobrado. “Por causa do próprio clima, o Nordeste contribui para a proliferação. Com mais pessoas viajando para lá, onde há mais casos, o risco de voltar para o sudeste contaminado é muito maior”, explica.

Segundo o especialista, o ideal é que as pessoas evitem ficar expostas a áreas com maiores riscos. “A principal orientação é evitar ir para esses locais onde há epidemia e também não engravidar nesse período. As pessoas devem pesar o risco-benefício, já que muitas estão com a viagem marcada. Se não tem como desmarcar e ela não quer perder o carnaval, sabe que está correndo um risco. Por isso, qualquer sintoma, como febre, mal-estar e mancha no corpo, deve procurar o serviço médico”, orienta.

Zika em números. Já são mais de 3.530 casos de microcefalia relacionados ao zika em 21 estados, de acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. Destes, 1.236 casos estão em Pernambuco, primeiro estado a identificar o aumento do problema. Em segundo lugar está a Paraíba, com 569 casos, e em terceiro a Bahia, com 450 ocorrências. Segundo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Minas Gerais, o número de casos em investigação caiu de 19 para 7. Em Uberaba, já são mais de 30 casos de dengue confirmados, conforme o Jornal da Manhã já noticiou.

 Melhor forma de prevenir é com o uso de repelentes, afirma especialista

Muita gente vem procurando soluções alternativas para afastar o mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika, febre chikungunya e dengue. Além do uso de sprays e cremes repelentes, é crescente o número de pessoas que buscam pulseira de borracha que promete proteger a pele por até três horas. Porém, sua eficácia ainda é cercada de incertezas.

“Proteger apenas por três horas não funciona, não resolve nada... É muito pouco tempo. O alerta da Sociedade Brasileira de Infectologia é para o uso de Icaridina, que tem uma armação por cerca de dez horas. O problema é que ele sumiu do mercado, tem em alguns locais na cidade por R$90, mas é o indicado”, finaliza.

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