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Ministério Público de Barra do Garças pretende recuperar os R$45.901,08 correspondentes aos salários
Ministério Público do Estado do Mato Grosso ingressou com ação civil pública por ato de improbidade administrativa resultante da 2ª etapa da operação "Caça-fantasmas” contra servidor nomeado para o cargo de secretário-adjunto de Cultura do município de Barra do Garças. A promotoria apurou que, de setembro de 2014 a dezembro de 2015, o servidor cursava Psicologia na Universidade de Uberaba (Uniube).
De acordo com as investigações do órgão, a nomeação do servidor foi efetivada pela “cota” de cargos pertencentes a um vereador dentro do esquema de loteamento de cargos públicos, o qual teria levado o nome do estudante ao conhecimento do prefeito para a nomeação. As nomeações usadas como "moeda de troca" foram comprovadas por documentos apreendidos no gabinete do prefeito durante a operação.
Informações prestadas pela Uniube comprovam que o servidor cursou todas as disciplinas da grade curricular, atividades complementares, estágio supervisionado, entre outras atividades. Em Facebook, o MP também verificou que o servidor atuava ativamente junto ao grêmio estudantil.
Na ação, o MP requer a indisponibilidade de bens do servidor fantasma no montante de R$45.901,08, correspondente à remuneração recebida no período, bem como do prefeito e das pessoas à frente da Chefia de Gabinete. Procurada pelo JM, a assessoria da Uniube afirmou não ter nada para manifestar a esse respeito, até porque não é parte desse processo.