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Estudo aponta perigo em líquidos que dão sabor a cigarros eletrônicos

Publicado em 08/04/2018 às 09:30Atualizado em 16/12/2022 às 04:58
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Foto/ Divulgação

Resultado de estudo põe em xeque o argumento de que esses dispositivos não fazem mal aos usuários

Polêmico e cercado por controvérsias, o cigarro eletrônico seria menos agressivo à saúde? Essa é uma pergunta comum entre consumidores de tabaco e mesmo aqueles que não fumam. Pelo menos os defensores desse dispositivo garantem que ele não faz tanto mal quanto o modelo convencional.

Mas um estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, publicado na revista PLoS Biology mostrou, contudo, que isso não é verdade. De acordo com os pesquisadores, os líquidos utilizados para dar sabor ao dispositivo contêm substâncias tóxicas que variam muito entre elas, sendo algumas mais perigosas que outras. Dependendo do chamado e-liquid, a composição pode ser ainda mais prejudicial que o cigarro de tabaco, alerta o artigo.

O estudo aponta que os líquidos são bastante diversos e que não seguem uma padronização. Nos Estados Unidos, onde o Food and Drug Administration (FDA), órgão de vigilância sanitária, começa a regulamentar esse produto, o cigarro eletrônico está se tornando muito popular.

Além dos ingredientes-base, os e-líquidos incluem pequenas quantidades de nicotina e compostos que conferem sabor, sendo vendidos com nomes bastante atraentes, especialmente para adolescentes, como candy corn, chocolate fudge e berry splash. No estudo, os cientistas avaliaram amostras de 148 líquidos e, também, fizeram uma análise de cromatografia e espectrometria de massa, que revelam, em profundidade, a composição química de um produto. No geral, quanto mais ingredientes, maior a toxicidade das substâncias testadas. Os mais perigosos identificados na avaliação foram dois saborizadores, vanilina e cinamaldeído, muito usados em e-cigarros.

Quando os pesquisadores usaram outros tipos de células nos testes, inclusive do pulmão humano e do trato aéreo superior, a toxicidade produzida por essas substâncias continuou elevada. Os resultados também se mantiveram quando os cientistas expuseram as células à fumaça produzida pelos e-líquidos, simulando a forma como entram em contato com a substância ao se usar o dispositivo.

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