Um estudo internacional, realizado em 11 cidades mineiras, aponta que um medicamento antidepressivo pode reduzir a internação por Covid-19 em mais de 30%. A pesquisa foi publicada em uma das revistas científicas mais antigas e prestigiadas do mundo, The Lancet Global Health.
O medicamento em questão é a Fluvoxamina. Conforme aponta a pesquisa, a medicação teve resultados positivos para diminuir as inflamações no corpo provocadas pelo coronavírus, quando usada no início da infecção. No entanto, pesquisadores alertam que o remédio só é vendido com receita e reforçam que os resultados não devem ser usados como justificativa para automedicação.
A pesquisa avaliou o uso da Fluvoxamina em 741 pacientes mineiros com a doença em fase inicial. Outros 756 receberam placebo. Entre os que tomaram o medicamento, apenas 79 tiveram complicações com a Covid-19.
O doutor e professor Gilmar dos Reis, que lidera o estudo, explica que a medicação está aprovada para uso no Brasil há mais de 20 anos. Ainda, segundo o professor, além desse efeito antidepressivo, a medicação possui outro mecanismo de ação que atua, em última análise, no processo inflamatório dentro das células.
Conforme Gilmar, houve redução de 32% nas hospitalizações ou permanência prolongada em hospitais entre os pacientes que usaram a medicação. De acordo com o doutor, atualmente, há milhares de estudos sobre o tema e menos de cinco têm demonstrado medicamentos que podem realmente ter um potencial benéfico nesta fase da doença. Após a publicação, as autoridades regulatórias podem avaliar os dados do estudo e se posicionarem pela utilização do medicamento.
*Com informações do jornal Itatiaia