GERAL

Etanol cai R$ 0,60 na usina, mas redução não chega ao consumidor

A safra de cana-de-açúcar em Minas Gerais já está em andamento. Conforme levantamento da Siamig, houve uma queda de R$0,60 no preço do etanol hidratado na produção

Thassiana Macedo
Publicado em 26/04/2016 às 07:47Atualizado em 16/12/2022 às 19:09
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Foto/Divulgação

Mário Campos, presidente da Siamig, lamenta que quando há queda no preço o repasse ao consumidor seja tão lento, ao contrário das altas

A safra de cana-de-açúcar em Minas Gerais já está em andamento. Conforme levantamento da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), houve uma queda de R$0,60 no preço do etanol hidratado na produção. Isso significa que, em um mês, o litro do combustível caiu de R$1,90 para R$1,30, porém, essa redução não tem sido repassada às bombas dos postos, gerando prejuízos ao consumidor.

Em março, nove unidades em Minas Gerais já estavam em funcionamento, com moagem de 719,6 mil toneladas de cana, alta de 583% frente ao ano passado. Até 31 de março, a produção de etanol hidratado chegou a 31,7 milhões de litros, aumento de 355% em relação a 2015.

Em Uberaba, em um posto de bandeira branca, localizado no centro da cidade, o valor do combustível tem permanecido praticamente estável, pois a redução de preço que tem chegado das distribuidoras até as bombas é de apenas R$0,02, o que não é capaz de gerar mudança significativa no bolso do consumidor.

Segundo o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, o preço hoje do litro do combustível limpo e renovável ao consumidor poderia estar, em média, a R$2,35, bem diferente dos atuais R$2,95, o que daria uma relação de competitividade frente ao litro da gasolina, vendido a R$3,76, segundo a ANP, de 63% contra os atuais 78,4%. “Até agora, lamentavelmente, o consumidor não foi beneficiado pela queda do preço do etanol hidratado na produção, e o mercado vem mantendo a máxima de que quando o preço sobe o repasse é feito um foguete, mas quando cai é de paraquedas”, alerta.

Mário Campos informa que a soma do preço ao produtor de R$1,30 mais R$0,43 de ICMS (14%) daria um valor do litro de R$1,73. O restante até o preço médio atual de R$2,95 resulta em um diferencial de R$1,22, que é composto pela margem da distribuidora, de logística e do posto. No ano passado, essa diferença chegava a R$0,60. “No Brasil, o mercado é livre, mas as quedas de preço deveriam ser repassadas de forma mais rápida para beneficiar o consumidor”, completa.

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