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Europa mantém fronteiras fechadas para brasileiros

União Europeia renova restrições de viagens no bloco devido ao aumento de casos de Covid-19 no continente

Gisele Barcelos
Publicado em 19/10/2020 às 07:16Atualizado em 18/12/2022 às 10:21
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Depois de um destemido verão com altas temperaturas que mandaram todo mundo para a rua, a situação no Hemisfério Norte começa a mudar. A Europa, por exemplo, está sendo lembrada na marra que a pandemia de coronavírus não acabou.

Com o aumento expressivo do número de casos de Covid-19, o Conselho da União Europeia aprovou uma nova recomendação de restrições de viagens entre os estados-membros e manteve inalterada as limitações impostas aos viajantes de fora do bloco, que inclui a proibição da entrada de brasileiros que vivem no Brasil.

Pela determinação da comissão, os países do bloco deverão fornecer informações sobre quaisquer novas restrições ou requisitos de viagem pelo menos 24 horas antes de as medidas entrarem em vigor. A informação também estará disponível no site Re-open EU.

A medida, entretanto, não foi bem recebida pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e os órgãos representativos da aviação no continente, que cobravam uma estrutura de testagem para Covid-19 antes dos voos como instrumento para substituir as restrições ou quarentenas impostas para passageiros que viajam de áreas de alto risco. O objetivo era estabelecer a liberdade de movimento na Europa e a retomada do turismo, preservando empregos e negócios.

Ainda de acordo com as entidades, o texto aprovado pelo Conselho da União Europeia também não cria uma janela de certeza suficiente para os viajantes, pois os Estados-Membros apenas se comprometeram a publicar informações sobre as novas medidas 24 horas antes da sua entrada em vigor, ao contrário dos cinco dias que a Comissão tinha proposto.

A IATA classificou o episódio como “um fracasso político”, e atacou: “A incapacidade da Comissão de ir além da coordenação superficial e estabelecer uma estrutura verdadeiramente harmonizada e exequível está agora fora de qualquer dúvida”, disse num comunicado.

Segunda onda

A decisão do Conselho da União Europeia ocorre num momento complicado, em que alguns países vivem uma segunda onda da pandemia e estabelecem novas restrições ao funcionamento do comércio, bares, restaurantes e atrações turísticas.

Portugal registrou na última semana o maior número de casos diários desde abril e o governo português decretou estado de calamidade em todo o país. A partir de agora só é permitida a reunião de no máximo cinco pessoas – seja na rua, seja na praia, seja em restaurante. Quem descumprir a regra terá multas mais altas:  10 mil euros. 

No resto da Europa, a situação aponta na mesma direção. Paris anunciou recentemente o fechamento de bares e cafés, o uso de máscara na rua já é obrigatório há semanas e a cidade estuda um toque de recolher a partir das 20h. 

Na Itália também  foi determinado o uso obrigatório de máscaras na rua, fechamento dos restaurantes à meia-noite e limitação das reuniões a seis pessoas no máximo, mesmo em casas particulares. 

A República Tcheca também anunciou novas regras na última semana. Depois de ter fechado academias e piscinas de uso comum, foi a vez das escolas, bares e restaurantes. A venda de bebidas alcoólicas em lugares públicos está terminantemente proibida. 

Na Espanha, um decreto do estado de emergência estabeleceu novas regras de funcionamento a hotéis e restaurantes em Madri, com lotação reduzida a 50% e horário de encerramento às 23h. A Catalunha também anunciou medidas ultra restritivas: bares e restaurantes serão fechados por, pelo menos, 15 dias e a ocupação máxima dos estabelecimentos comerciais está reduzida a 30%, as competições esportivas estão suspensas.

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