Tribunal de Justiça condenou ex-diretor de Recursos Humanos da Secretaria de Fazenda de Ituiutaba a 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão em regime fechado e ao pagamento de R$1.655,36 de multa. Ele foi acusado de inserir dados falsos em sistema público de informações que resultou no desvio de mais de R$ 2 milhões. É procurado pela Polícia Civil, pois se encontra foragido.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, de novembro de 2009 a março de 2015, o então agente público teria fornecido informações incorretas na folha de ponto da Secretaria Municipal de Saúde visando forjar plantões médicos e se apropriar do dinheiro público pago por esses serviços. Um arquivo fraudulento era gerado e encaminhado ao banco para o pagamento dos servidores, mas os valores eram direcionados para a sua conta.
Segundo a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Ituiutaba, o valor desviado daria para o município pagar 206 mil consultas médicas, 3.773 cirurgias obstétricas, 7.661 ressonâncias magnéticas ou 3.599 cadeiras de rodas. A fraude foi descoberta em março de 2015, quando a tesoureira da Prefeitura encontrou arquivo autorizando o banco que depositava o pagamento dos servidores a repassar R$ 44 mil ao ex-agente público. O valor era incompatível com o cargo, cujo salário era de pouco mais de R$ 3 mil.