Ex-funcionários da Copervale estiveram ontem à tarde na sede da Justiça do Trabalho em Uberaba. Eles protestaram contra a demora no pagamento dos direitos trabalhistas
Jairo Chagas
Cerca de 30 ex-funcionários da Copervale estiveram ontem na porta da Justiça do Trabalho para pedir agilidade no processo
Ex-funcionários da Copervale estiveram ontem à tarde na sede da Justiça do Trabalho em Uberaba. Eles protestaram contra a demora no pagamento dos direitos trabalhistas desde que a cooperativa foi desativada. No ano passado, a Justiça concedeu, de forma definitiva, a recuperação judicial da Copervale Alimentos S/A. A decisão foi proferida pelo juiz João Rodrigues Neto, titular da Vara de Execuções Fiscais e Registros Públicos da comarca de Uberaba.
Representados por Fabrízio Sinson de Faria, alguns dos trabalhadores que compareceram ao manifesto disseram que estão há três anos aguardando o recebimento da rescisão contratual. Em casos específicos, outros funcionários aguardam há menos tempo pelos direitos trabalhistas quitados. Fabrízio foi orientado na Justiça do Trabalho para que cada um dos ex-funcionários solicite aos advogados que façam petições, através das quais solicitem ao juízo a celeridade nas decisões para os respectivos acertos. “Nós também gostaríamos de solicitar à Vara de Execuções Fiscais e Registros Públicos que nomeie um perito para avaliação dos bens da Copervale, para que eles sejam levados a leilão e os direitos trabalhistas sejam pagos aos mais de 300 funcionários que aguardam por estes recursos”, frisou Faria.
A Copervale Alimentos entrou com a ação de recuperação judicial, com dívidas de R$26 milhões, em 2013. Em julho de 2014, os acionistas da empresa repassaram o controle acionário para a McGrif do Brasil.
A administradora judicial da Copervale, advogada Elizete Beatriz Seixleack, disse que a Justiça já nomeou um perito e nos próximos dias a avaliação dos 27 imóveis pertencentes à cooperativa será feita. Logo depois, deve ser marcado o leilão para a venda desses bens. “Foi deliberado pelos acionistas o pagamento das dívidas com bancos e também as dívidas trabalhistas. Então, estamos aguardando essa avaliação que será feita pelo perito que foi nomeado pela Justiça para o leilão das 27 matrículas que pertencem à Copervale”, ressaltou Elizete.