Ex-prefeito Anderson Adauto irá recorrer da condenação da ação cível de improbidade administrativa sobre o processo de saúde julgada anteontem pelo Tribunal de Justiça de Minas
Ex-prefeito Anderson Adauto irá recorrer da condenação da ação cível de improbidade administrativa sobre o processo de saúde julgada anteontem pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A informação é da advogada Roberta Toledo Campos. Ela ressalta que a decisão de segunda instância ainda é passível de recurso e será impetrado a partir da publicação do acórdão. Roberta diz ser precipitado adiantar quais serão os argumentos a serem utilizados na apelação, mas revela que são muitas as dúvidas que pairam em torno do processo. Além disso, várias provas produzidas pela defesa não foram analisadas pelo TJ. A advogada cita que houve o rompimento dos lacres das provas do processo seletivo para a contratação dos agentes de saúde pelo então secretário, Alaor Carlos de Oliveira Júnior. Também revela que os gabaritos teriam ficado no gabinete do ex-secretário por uma semana sendo que a sala tinha duas portas de acesso. “Não se controlava quem entrava ou saía do gabinete dele”, diz. Outra prova produzida nos autos pela defesa diz respeito às cópias realizadas dos gabaritos. Os documentos teriam sido manuseados por uma funcionária da confiança de Alaor Carlos e pelo encarregado do serviço de fotocópias da Secretaria de Saúde. E para realizar as cópias foram necessários dois dias – período em que os gabaritos ficaram dentro de uma sala cuja porta não tinha chave. A advogada também destaca que a partir do momento em que os problemas envolvendo o processo seletivo começaram a surgir, e serem investigados pelo Ministério Público, o então prefeito decidiu anular o certame segundo uma recomendação da Controladoria do Município. Ela ainda coloca que não houve prejuízo aos cofres públicos, pois não houve cobrança das inscrições. “E aqueles que tiveram algum gasto, tiveram os valores restituídos”, completa. Os outros dois réus no processo, o ex-secretário de Administração Rômulo de Souza Figueiredo e a ex-diretora de Recursos Humanos Lázara Abadia Gomes Ribeiro, também irão recorrer da decisão.