O ex-prefeito de Delta, Jorge Manoel da Silva, protocolou esta semana no cartório eleitoral da Zona 276 uma ação de impugnação.
O ex-prefeito de Delta, Jorge Manoel da Silva, protocolou esta semana no cartório eleitoral da Zona 276 uma ação de impugnação de mandato eletivo contra o prefeito reeleito de Delta, José Eustáquio da Silva. Segundo o proponente, a campanha do adversário “faltou com a lisura esperada no pleito eleitoral, maculando e prejudicando o equilíbrio da disputa”.
Os fatos narrados por Jorge Manoel, que envolvem denúncias de uso do poder econômico por parte do candidato reeleito, segundo a ação, vieram à tona após a eleição. “São situações absurdas as que ocorreram em Delta durante o período eleitoral. Todas as provas foram entregues à Justiça. Se não houver uma definição sobre esta situação, na próxima eleição não sabemos o que acontecerá. Tenho até vergonha de ver este nível de conduta no município”, disse Jorge Manoel.
Ainda no documento, o proponente relata que José Eustáquio, para se reeleger, teria fornecido uma máquina de encher linguiça a um eleitor chamado Irineu Godinho da Costa, a título de “doação”, em troca de apoio no processo eleitoral. Este mesmo eleitor já havia sido cabo eleitoral do atual prefeito. No entanto, conforme o documento, durante o processo eleitoral, um vereador candidato de nome Dílson também teria tentado buscar o apoio do eleitor Irineu Godinho. Não conseguindo, passou a fazer ameaças, o que segundo conta está relatado nos boletins de ocorrência de números 1501/08 e 149/2088. O eleitor, se sentido ameaçado, fez uma representação também no Ministério Público, relatando o ocorrido.
Outra denúncia feita por Jorge Manoel e que, segundo ele, também tem as provas anexadas ao processo, diz respeito à compra de votos e irregularidades em uma licitação. “Eu mesmo entreguei ao promotor cheques no valor de R$ 30, fornecidos como doação a vários eleitores. No meu entendimento isto foi compra de votos. Ele pagou esta quantia para que o pessoal votasse nele”, disse o ex-prefeito.
De acordo com as informações, o cartório estaria encarregado de fazer as intimações das testemunhas citadas na ação, bem como do prefeito reeleito para esclarecimentos. Questionado sobre o porquê de ter entrado com esta ação, já que tanto o Ministério Público quanto a Polícia Federal atuam neste caso, Jorge Manoel afirmou que “devido à falta de solução por parte destes órgãos, optou por entrar com a ação para não perder o prazo legal e garantir a continuidade da investigação”. Ele garantiu ainda que “entende o tempo da Justiça, mas espera que ela seja cumprida, pois está será sua última ação em busca da legalidade do pleito ocorrido em Delta”.