A maior parte da produção segue para o mercado internacional, com destaque para países da Ásia e da Europa (Foto/Reprodução/Ilustrativa)
O setor de celulose, papel e derivados em Minas Gerais acumulou crescimento de 10,1% em 2025, segundo a Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado posiciona o segmento entre os que mais avançaram na indústria de transformação mineira ao longo do ano.
Parte relevante desse desempenho tem origem no Triângulo Mineiro. A unidade da LD Celulose, instalada entre Indianópolis e Araguari, é apontada como uma das maiores produtoras mundiais de celulose solúvel. A planta tem capacidade aproximada de 500 mil toneladas anuais, contribuindo de forma significativa para os números industriais do Estado.
O produto fabricado é direcionado principalmente ao setor têxtil, onde é utilizado na produção de fibras como a viscose. Também há aplicação nas indústrias farmacêutica, alimentícia e em diferentes segmentos industriais. Por ter maior valor agregado, a celulose solúvel amplia a competitividade mineira no comércio exterior.
A maior parte da produção segue para o mercado internacional, com destaque para países da Ásia e da Europa. Esse perfil exportador reforça a entrada de divisas e fortalece a presença de Minas Gerais na cadeia global da bioeconomia.
No âmbito regional, a operação industrial estimula a economia ao gerar empregos diretos e indiretos, movimentar o cultivo sustentável de eucalipto e demandar serviços ligados a transporte, energia e atividades especializadas.
Outro ponto relevante é a geração de energia por meio de biomassa, que assegura autossuficiência à unidade e possibilita a oferta de excedente ao sistema elétrico. O modelo produtivo atende a padrões de sustentabilidade exigidos pelo mercado externo.
O avanço registrado em 2025 reflete tanto o aumento da demanda mundial por celulose quanto o efeito de investimentos que ampliaram a capacidade produtiva e a inserção de Minas Gerais no cenário nacional e internacional.