A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram na manhã de ontem a operação Appius, para investigar supostas propinas pagas pela empreiteira Camargo Corrêa a agentes públicos com o objetivo de suspender e anular a operação Castelo de Areia. A ação apura os crimes de corrupção passiva e ativa e de lavagem e ocultação de ativos.
A investigação tem como base a delação premiada do ex-ministro Antônio Palocci (Fazenda e Casa Civil/governos Lula e Dilma). Decisão do ministro Edson Fachin que redistribuiu as investigações sobre as revelações de Palocci resume os relatos do ex-ministro dos governos Lula e Dilma. Na ocasião, os investigadores conseguiram documentos que indicavam repasses da empreiteira Camargo Correa a políticos para obtenção de contratos públicos. O caso, no entanto, foi arquivado pelo Superior Tribunal de Justiça, sob argumento de que o início do inquérito teve base em denúncia anônima.
Na delação, Palocci aponta "o pagamento indevido de R$50 milhões, por parte do Grupo Camargo Corrêa, às campanhas do PT no pleito do ano de 2010 e para o qual concorrera a ex-presidente Dilma Rousseff, com objetivo de obter auxílio do governo federal na anulação da operação Castelo de Areia junto ao Superior Tribunal de Justiça".
A reportagem tentou contato com a empreiteira, que não se manifestou.