Pré-candidato negou que investigação contra Ciro Nogueira (PP-PI) atrapalhe articulação com PP e União Brasil para eleição: ‘negociação com partidos continua’
O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também reiterou que pretere ter na chapa uma vice mulher (Foto/Courtney Reed/Flickr Flávio Bolsonaro)
BRASÍLIA - O pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou, neste sábado (9/5), que a investigação da Polícia Federal (PF) contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) não atrapalhará a articulação do PL com a federação PP e União Brasil.
"O Ciro Nogueira é acusado de crimes graves que estão sendo apurados. Ele tem a sorte de ter, na relatoria de seu processo no Supremo Tribunal Federal (STF), um cara sério, o André Mendonça. Uma sorte que o presidente Bolsonaro não teve", afirmou.
"Nossa negociação com os partidos continua. A federação PP-União Brasil tem grandes quadros. Não tem personificação. E é importante o apoio de grandes partidos nesse projeto", acrescentou. Alvo de operação da PF na última quinta-feira (7/5), Ciro Nogueira é presidente nacional do Progressistas (PP). Inquérito aponta que ele usou o próprio mandato para beneficiar o sócio-fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, em troca de vantagens financeiras.
Liderando a construção de palanques da oposição nos estados, Flávio esteve em Santa Catarina, neste sábado, para lançamento das pré-candidaturas da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) e de Carlos Bolsonaro ao Senado Federal, e do governador Jorginho Mello (PL), que concorrerá à reeleição.
Ainda sem marqueteiro, ele aposta em críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tenta colar o escândalo do Banco Master à gestão petista vestinado uma camiseta que dizia: 'o Pix é do Bolsonaro; o Master é do Lula'.
Questionado, Flávio negou que a oposição no Senado tenha feito acordo com o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para aceitar o engavetamento da CPMI do Master em troca da rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF.
"Abrimos uma exceção na última sessão do Congresso para que pudéssemos derrubar o veto à dosimetria. Mas, a próxima sessão continua travada até que seja feita a leitura do requerimetno de criação da CPMI", justificou. "E a oposição não vai abrir mão", completou.
O senador também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por ter suspendido a aplicação da Lei da Dosimetria. "(A derrubada do veto) é uma decisão do Congresso Nacional, em sua maioria defendendo a anistia. É mais uma canetada, e é por causa desses excessos que a credibilidade do Poder Judiciário foi para a lata de lixo", disse.
Na sexta-feira (8/5), Alcolumbre promulgou a Lei da Dosimetria. Já neste sábado, Moraes suspendeu a aplicação dessa lei argumentando que os pedidos de redução de pena só podem ser analisados após o julgamento de duas ações que questionam a legalidade da nova lei.
Fonte/O Tempo