GERAL

Forças de Segurança realizam novo ato nesta segunda-feira

Este é o quarto ato das forças de Segurança Pública em prol de reajuste salarial previsto em acordo firmado em 2019

Publicado em 21/03/2022 às 06:34Atualizado em 18/12/2022 às 23:36
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Em Uberaba, a categoria se reuniu em protesto na Praça Rui Barbosa no fim de fevereiro (Foto/Arquivo JM)

Completando um mês nesta segunda-feira (21), greve dos servidores da Segurança Pública de Minas Gerais ganha novo capítulo nesta manhã. Está previsto para às 9h novo ato na Cidade Administrativa, sede do governo mineiro. Esta é a quarta vez que os policiais se reúnem em manifestação. 

A principal alegação da categoria é o descumprimento de acordo firmado em 2019, que previa reajuste salarial escalonado para os profissionais, chegando a 41% em 2021. Contudo, após o primeiro pagamento de 13%, o próprio governador Romeu Zema (Novo) vetou os demais percentuais.

A situação da Segurança Pública mineira está um impasse. Zema afirma que está “raspando o fundo do cofre” e já deixou claro em diversas oportunidades que o governo não vai ceder aos apelos da categoria. Além disso, a Justiça determinou na última quinta-feira a atuação da Força Nacional em novas manifestações dos servidores das forças de segurança. 

As manifestações não podem mais fechar ruas e avenidas de qualquer cidade do estado e, além disso, está proibida a queima de objetos, porte e utilização de armas, foguetes ou bombas, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora de descumprimento. Os artefatos têm sido usados, mesmo quando proibidos. Em algumas manifestações, bombas foram lançadas e atingiram profissionais da imprensa, no exercício da profissão. 

MANIFESTAÇÕES PASSADAS

As forças de segurança alegam que o Executivo não cumpriu com um acordo de 2019, que previa reajuste salarial de 41% até 2021, do qual apenas 13% foi efetuado. Na manifestação em que a greve foi definida, em BH, a cidade foi tomada por policiais, bombeiros e outras categorias desde o início da manhã, com movimentação entre as regiões Central e Sul da capital.

Outro ato ocorreu em 25 de fevereiro, na Cidade Administrativa. Os agentes ocuparam boa parte daquela área e até invadiram por certo tempo a MG-010, principal via de acesso da região. Já na última quarta-feira (9), os agentes voltaram às ruas de BH e, durante praticamente todo o dia, ocupando a Região Central da capital mineira. Este ato, inclusive, feriu uma jornalista da Band após explosão de uma bomba em um bueiro.

PROPOSTAS

O Governo de Minas chegou a enviar, na semana em que a greve foi decretada, uma primeira proposta de recomposição salarial, de 10,06% a todo funcionalismo público. Ela foi atualizada na última sexta-feira (11), com inclusão de retroativo a janeiro de 2022 à segurança pública, por exemplo, e aumento do auxílio vestimenta. As duas propostas, contudo, não foram bem vistas pela classe, mesmo já tendo sido enviadas à ALMG, via projeto de lei.

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