Conforme dados divulgados pela Fiemg, a retração foi em todos os indicadores, na comparação com o mês anterior
Indústria do Triângulo Mineiro registra números negativos no primeiro mês deste ano. Conforme dados divulgados pela Fiemg, a retração foi em todos os indicadores, na comparação com o mês anterior. A situação já havia sido prevista pela Fiemg Regional Vale do Rio Grande, uma vez que o período de safra no setor sucroalcooleiro e de adubos se encerrou.
O recuo nas vendas internas e nas exportações provocou a retração no faturamento real. O emprego decresceu e, com a queda nas horas extras, ocasionou a diminuição nas horas trabalhadas na produção. Na comparação anual e na análise dos últimos 12 meses, a maioria dos indicadores pesquisados apresentou retração.
O presidente da Fiemg Regional Vale do Rio Grande, Nagib Facury, revela que os números no mês de janeiro eram esperados, pois a melhora nos três últimos meses do ano somente aconteceu devido a três setores da economia regional que estavam em período de safra, que são o de adubos, o sucroalcooleiro e o de produção de carnes. “Nesse momento nem um deles faz safra, exceto o de carnes, que vive um momento tranquilo por conta da exportação, e por isso houve retração nos números. Acredito que até o mês de abril os números continuem negativos e, possivelmente, ainda piores”, diz.
Contudo, Nagib destaca que a indústria não deve sempre depender da agricultura para registrar um bom desempenho; não era assim em anos anteriores, antes da crise econômica. “Estamos sofrendo, como todo o país, por conta de uma crise política que gera instabilidade na economia e, também, pela falta de planejamento do governo sobre o futuro do país”, relata. Quanto ao desemprego, Nagib diz que, atrelada à construção civil, a paralisação das obras da planta de amônia em Uberaba trouxe preocupações.