Gutemberg Gomes da Silva foi afastado e permanece a cerca de 120 dias sem exercer suas funções, para as quais foi selecionado
Conforme apurado pela ação civil do Ministério Público e relatado pelo funcionário da Guarda Municipal à reportagem, Gutemberg Gomes da Silva foi afastado e permanece a cerca de 120 dias sem exercer suas funções na corporação, para as quais foi selecionado por concurso público. Além disso, o servidor revela que está todo este período sem receber o salário, o que o impediu de cumprir, com dignidade, seus compromissos.
Gutemberg conta que desde que fez as denúncias passou a responder três processos administrativos, represálias que atualmente estariam paralisadas na Prefeitura Municipal. Entre as acusações que responde estaria o fato de ter saído antes do fim do expediente e de ter atirado a arma Taser contra outro agente sem permissão. Acusações desmentidas por testemunhas. “Por conta dos processos fui afastado, um afastamento preventivo, que, segundo a lei, é de 30 dias, prorrogável por mais 30, ainda que o processo ainda não tenha sido finalizado. Já estou desde 2 de junho afastado.
A partir daí comecei a passar dificuldade e contei com a solidariedade dos outros guardas que me levaram cesta básica e até pagaram algumas contas de água e luz. Eu estava realmente até passando fome. Mesmo sem findar os processos, recolheram minha carteira funcional de identificação como guarda municipal. Mas até transitado em julgado, apesar do processo ser arbitrário, sou inocente”, relata. Assim que possível, o agente pretende entrar com processo por assédio e danos morais contra a Prefeitura.