Atualizado às 10h45
André Coelho / Agência O Globo
Deputado Lúcio Vieira Lima (PMBD/BA) teve seu gabinete na Câmara dos Deputados alvo da Polícia Federal nesta manhã
Agentes da Polícia Federal amanheceram nesta segunda-feira (16) cumprindo busca e apreensão no gabinete de Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), na Câmara dos Deputados. O acesso ao sexto andar do anexo IV foi interditado pelos policiais para a ação, pedida pela Procuradoria-Geral da República e autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. Lúcio é irmão de Geddel Vieira Lima, preso desde julho por tempo indeterminado depois da descoberta de um "bunker" com R$ 51 milhões em um apartamento ligado ao ex-ministro em Salvador, na Bahia.
Investigações foram enviadas ao STF no mês passado indicando envolvimento do parlamentar, que tem foro privilegiado. O apartamento usado por Geddel teria sido emprestado a Lúcio. A ação da PF na Câmara e a investigação do bunker estão relacionadas.
Além das buscas no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima, há outros três mandados de busca e apreensão, sendo mais um em Brasília e dois em Salvador.
Digitais. A ação tem ligação com o ‘bunker’ descoberto em julho. As digitais de Job Ribeiro Brandão, secretário parlamentar lotado no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), foram encontradas nos R$ 51 milhões encontrados em apartamento ligado ao ex-ministro e irmão do parlamentar, Geddel Vieira Lima. Antes das digitais do secretário parlamentar de Lúcio, foram identificadas também as digitais de Geddel, que está preso desde então, e do ex-diretor da Defesa Civil, Gustavo Ferraz. Brandão está vinculado à Câmara desde 2010 e tem salário de R$ 14,3 mil segundo informa o Portal da Transparência.
* Com informações de O Globo