O preço de comercialização do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso industrial ficou mais alto já a partir de hoje. A Petrobras reajustou o valor para venda entre 2,5% e 5%, conforme divulgou o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás). O Sindicato dos Revendedores de Gás em Uberaba alertou que a partir de segunda-feira (7) os novos valores já poderão começar a ser percebidos na cidade.
Esse é o terceiro aumento feito pela Petrobras só no segundo semestre de 2015, já que no início do mês de setembro houve reajuste de 15% e, no fim do mesmo mês, o percentual médio foi de 11%. “Nós não esperávamos esse novo reajuste agora porque, normalmente, ele vem em setembro, só que esse ano veio em dose dupla. Estávamos esperando um reajuste de 9% e ele veio além disso, quase 24%”, confessou o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás da cidade, Abel Ricardo da Silva.
De acordo com Abel, o reajuste só será aplicado para aqueles botijões que pesam acima de 13kg, porém, ainda não se pode comemorar a estabilidade dos valores do gás residencial. “O que acontece de um lado, reflete em outro. Já estamos esperando aumento no valor do gás de cozinha devido ao preço médio ponderado de 5% a 7%. Então, o consumidor deve se preparar porque vem mais reajuste por aí, no mais tardar em junho”, acredita Abel Silva.
O sindicalista avalia que esse reajuste será mais um obstáculo para o revendedor. “Nós sabemos a situação do consumidor, que a cada dia que passa está lidando com mais reajustes. O empresário do segmento vem tentando segurar alguns reajustes, passando acréscimos parciais. Temos parceiros com dificuldade para manter os seus negócios... Com mais esse (reajuste) ficará mais difícil para esse empresário sobreviver”, lamenta.
Dificuldades enfrentadas pela estatal podem ser motivo para tantos reajustes. “Acompanhamos a situação da Petrobras e sabemos que a empresa está passando por um momento delicado. Acredito que para cobrir suas necessidades é que acontece o reajuste. A Petrobras ficou 10 anos sem mexer no preço do GLP. Os aumentos eram feitos em função da mão de obra e de outras necessidades. Porém, da fonte primária, que é a estatal, não havia reajuste há algum tempo. Creio que enquanto a situação da Petrobras não melhorar, esses reajustes continuarão constantes, tanto na gasolina quanto no GLP”, avalia.