As tarifas para comercialização de gás natural canalizado pela Casmig terão reduções, a partir de quarta-feira (1° de julho), da ordem de 9,1%, quando destinadas ao setor industrial; 7,7% para uso geral, e de 10,1% para uso veicular, se comparadas com as vigentes no trimestre de abril a junho. Isso é o que estabelece a Resolução Sede n° 033, assinada pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso, publicada no “Minas Gerais”, órgão oficial do Estado, sexta-feira (26).
Segundo o secretário, a tarifa que passa a vigorar para o consumo típico da classe industrial é 5,0% inferior àquela que vigorava em julho do ano passado. No caso do gás de uso geral, essa redução é de 3,3%, e para o segmento veicular a tarifa apresentou a maior redução, que foi da ordem de 7,2%, relativamente ao mês de julho de 2008.
Em função da mudança que o Governo mineiro promoveu na Margem do Valor Agregado para fins de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), para substituição tarifária do Gás Natural Veicular (GNV), o preço total de venda para os postos revendedores – resultado da agregação do tributo à tarifa – a partir de julho terá uma redução de 12,1%, em relação ao vigente no início do segundo trimestre de 2009.
O secretário Sérgio Barroso disse que essa nova redução decorre das condições do contrato firmado pela Gasmig com a Petrobras, que vinculam o preço do gás natural às cotações do petróleo no mercado internacional. Ela vai impactar positivamente o setor industrial em geral e demais estabelecimentos comerciais que utilizam o energético. “É claro que quando o preço do insumo cai, a formação de preços na indústria fica menos pressionada e torna os produtos mais competitivos, com repercussões favoráveis em toda a cadeia produtiva”, completou o secretário.
Sérgio Barroso lembrou que essa foi a segunda redução neste ano do gás natural. A primeira ocorreu no final de março e entrou em vigor no dia 1° de abril, proporcionando uma redução nos preços do gás entre 10,1 e 12,7%, conforme a classe de consumidores. A maior queda, de 12,7%, ocorreu na tarifa do gás veicular, altamente utilizado pelos taxistas. A indústria foi beneficiada por uma redução de 11,6%, enquanto na classe de uso geral a queda foi de 10,1%.