Criminosos têm se aproveitado da busca por recolocação profissional para aplicar o chamado golpe do falso emprego, segundo alerta divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nessa terça-feira (12/5). A fraude começa, geralmente, com ofertas de vagas consideradas “imperdíveis” e pode terminar com roubo de dados pessoais e transferências indevidas para contas de criminosos.
De acordo com a entidade, os golpistas monitoram pessoas em busca de oportunidades no mercado de trabalho e se passam por recrutadores ou representantes de falsas agências de emprego. As abordagens costumam ocorrer por WhatsApp, e-mail ou redes sociais.
As falsas propostas geralmente prometem salários acima da média do mercado, com poucas exigências e processos seletivos simplificados. Depois do primeiro contato, os criminosos passam a fazer solicitações financeiras ou pedem informações pessoais das vítimas.
Entre as estratégias utilizadas estão cobranças por supostos cursos rápidos obrigatórios, pedidos de pagamento para exames médicos admissionais e solicitação de documentos pessoais e dados bancários. Segundo a Febraban, essas informações podem ser usadas posteriormente para a prática de outros crimes.
O diretor de Serviços e Segurança da entidade, Raphael Mielle, orienta que candidatos confirmem a procedência das ofertas antes de compartilhar qualquer informação. “Ao receber uma proposta de emprego por canais digitais, o primeiro passo deve ser a confirmação da procedência. Verifique a idoneidade da empresa e utilize o LinkedIn ou sites oficiais para atestar a veracidade da oferta antes de compartilhar qualquer dado ou iniciar uma conversa”, afirma.
O executivo também alerta para pedidos de envio de documentos e assinaturas digitais durante supostos processos seletivos. “Este tipo de demanda é para roubar documentos e dados pessoais e financeiros das vítimas para que posteriormente os bandidos possam praticar crimes”, destaca.
Dicas para evitar o golpe do falso emprego
A Febraban reuniu cinco orientações principais para evitar cair nesse tipo de fraude:
Fonte: O Tempo