Criminosos estão usando o nome do programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil para aplicar golpes por meio de anúncios falsos nas redes sociais. As publicações simulam páginas oficiais do governo, bancos e veículos de comunicação para tentar enganar usuários e roubar dados pessoais.
Um levantamento do laboratório de pesquisa NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou 278 anúncios fraudulentos relacionados ao programa entre 1º de abril e 14 de junho. Também foram encontrados outros 264 anúncios sobre um suposto programa chamado “Libera Brasil”, que não existe.
Segundo a pesquisa, 72% das propagandas falsas utilizavam nomes, imagens ou marcas de instituições conhecidas para passar uma aparência de credibilidade. Além disso, quase 40% dos anúncios tinham conteúdos produzidos com auxílio de inteligência artificial e 19% direcionavam usuários para sites que imitavam canais oficiais do governo.
Os anúncios são pagos e direcionados de forma estratégica. Segundo especialistas, criminosos cadastram as publicações nas plataformas digitais e fazem com que elas apareçam para pessoas que pesquisaram sobre o programa ou demonstraram interesse no assunto.
As fraudes foram identificadas principalmente em plataformas da Meta, como Facebook, Instagram e WhatsApp, mas também podem aparecer em outras redes.
Como evitar cair no golpe
Especialistas orientam que o usuário não clique em links recebidos por anúncios ou mensagens suspeitas. A recomendação é sempre acessar informações sobre programas públicos diretamente pelos canais oficiais do governo.
Também é importante desconfiar de promessas de descontos muito altos, sites com endereços diferentes dos oficiais e pedidos de dados pessoais, senhas ou pagamentos antecipados.
Caso encontre uma propaganda suspeita, a orientação é denunciar o anúncio na própria plataforma e não compartilhar informações.
A Meta informou que não permite atividades fraudulentas e que remove anúncios enganosos identificados. A empresa também orienta usuários a não compartilharem dados de login e a denunciarem conteúdos suspeitos.