Essa mudança não consta no texto da minuta da Proposta de Emenda Constitucional
O governo federal quer diminuir a contribuição dos trabalhadores que ganham menos ao INSS e aumentar para aqueles que recebem salários mais altos.
A medida está sendo discutida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na reforma da Previdência.
Uma das possibilidades é reduzir a alíquota mais baixa de 8% para 7,5%. Para compensar a queda, a alíquota dos que ganham mais terá que aumentar. Não está descartado um aumento para 14%.
Essa mudança não consta no texto da minuta da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), mas está sendo avaliada no governo segundo uma fonte da equipe econômica.
O foco central da reforma é o de "remoção" dos privilégios, na linha do que que o ministro Paulo Guedes tem chamado de "transferência perversa de renda" no Brasil via Previdência Social.
Esse ponto será reforçado na campanha de comunicação da reforma, que está sendo estruturada agora pela equipe da Secretaria de Comunicação do governo, e foi sinalizado ontem na entrevista do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em entrevista após reunião com Paulo Guedes.
"Se o brasileiro soubesse que os que se aposentam com um salário mínimo, com 65 anos, que representam 70% do Regime Geral (INSS), financia quem se aposenta com 55 anos, com R$ 28 mil, talvez o Brasil tivesse uma crise de relacionamento da sociedade, uma guerra civil quase", afirmou o presidente da Câmara.
A equipe de Guedes quer a fixação de uma idade mínima de 65 anos para homens e mulheres. Mas o presidente Jair Bolsonaro defende 60 anos para mulheres e 65 para homens. Se o presidente considerar que é preciso deixar a diferenciação, outros acertos terão que ser feitos na PEC para garantir a economia mínima de R$ 1 trilhão.
* Com informação do O Tempo