Um ano após anunciar oficialmente, governo federal ainda não entregou os repelentes às grávidas beneficiárias do programa Bolsa Família. Segundo o Ministério da Saúde, existem cerca de 400 mil gestantes aptas a receber o produto em todo o país. O pregão para a compra dos repelentes foi feito em dezembro do ano passado e o processo de licitação ainda está em andamento.
A expectativa do MS é de que, uma vez concluída a etapa, os repelentes passem a ser entregues às beneficiadas cerca de 15 dias depois. De acordo com a pasta, a burocracia comprometeu a agilidade do processo, já que houve dificuldade em encontrar empresas com capacidade de fornecer o produto em grandes quantidades.
A previsão do governo federal é que os repelentes comecem a ser distribuídos no fim deste mês – um mês após o início do verão, período em que as chuvas intensas contribuem para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, febre chikungunya e Zika.
A epidemia de microcefalia, que tem como um dos causadores o Zika vírus, foi declarada emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e atingiu cerca de 767 brasileiras com menos de 20 anos. Pela classificação da OMS, todas ainda estavam na adolescência. O número equivale a um de cada quatro dos 3,1 mil casos confirmados da má-formação registrados pelo governo federal de novembro de 2015 a setembro de 2016.