A área econômica do governo já praticamente descartou a possibilidade de cumprir a meta fiscal em 2013. Segundo análises dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, mesmo que a economia volte a crescer na casa dos 4% no próximo ano, como prevê o mercado, o aumento da arrecadação não será suficiente para fazer o superávit primário, economia para o pagamento de juros da dívida pública, ambicionado, de 3,1% do PIB.
Receitas atípicas inflam esforço fiscal do governo em R$ 25 bi, diz estudo
A economia teria que vir ou de mais receitas, mas Dilma vem cortando impostos, ou de cortes de investimentos. Mas o governo não está mais disposto a sacrificá-los, como fez em 2011 para garantir um saldo fiscal robusto. O discurso atual é que os gastos com obras são prioritários e devem ser expandidos.
O governo tem folga para encolher o superávit porque, com a redução dos juros pelo BC (Banco Central), a dívida pública está sob controle.