A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou o quinto caso de mpox no estado neste ano. Os dois últimos registros foram notificados na terça-feira (24/2).
Conforme a pasta, além do terceiro caso em Belo Horizonte, houve a confirmação de um paciente residente em Formiga, na região Centro-Oeste do estado, com evolução para cura. Além disso, são 41 casos notificados em 2026.
Dados atualizados no último dia 20 pelo Ministério da Saúde apontam que o Brasil tinha 88 casos confirmados da doença. Só em São Paulo eram 63 diagnósticos, enquanto no Rio de Janeiro foram 15 confirmações.
A SES-MG alerta que os principais sinais e sintomas da mpox incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça, dor no corpo, calafrios e fraqueza. Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação clínica e informar eventual contato com caso suspeito ou confirmado.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou objetos contaminados. Para prevenção, recomenda-se evitar contato próximo com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Em situações de assistência, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras.
Pessoas com suspeita ou confirmação devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. Também é fundamental reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
O tratamento é baseado em suporte clínico, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada. Não há, até o momento, medicamento específico para a doença.
A estratégia de vacinação prioriza pessoas com maior risco de evolução para formas graves, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células/mm³ nos últimos seis meses. A vacina também é indicada para profissionais de laboratório que atuam com nível de biossegurança 2 e para pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.
Fonte: O Tempo