A partir do próximo dia 11 de novembro deste ano, as novas regras trabalhistas aprovadas em julho entram em vigor. Nesta segunda-feira (30), o ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirmou, em entrevista à EBC que, com a nova legislação, seis milhões de empregos devem ser gerados em todo o país. A duas semanas da vigência da reforma trabalhista, cerca de 13 milhões de pessoas estão sem emprego no Brasil, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na avaliação do superintendente de pesquisa econômica do banco Itaú, Fernando Gonçalves, a reforma vem no momento certo. Para o especialista, é natural que haja modificações no sistema, principalmente quando os indicadores não são favoráveis. “Países que fazem reforma trabalhista, em geral, a fazem em momentos em que a taxa de desemprego está muito próxima do nível mais alto. Acho que isso é natural. As pessoas enxergam uma possibilidade de redução de taxa de desemprego por uma maior flexibilização do mercado de trabalho”, explica.
Dentre as novidades, a nova lei trabalhista prevê o parcelamento das férias em até três vezes e o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical.
Fonte: Agência do Rádio