A proposta visa a expandir, nos próximos quatro anos, a oferta de cana-de-açúcar para fabricação de etanol. Com isso, haverá expansão da área plantada
De acordo com o Mapa, a idade média dos canaviais do país está mais elevada que a ideal, acima do sexto corte
Em meio à discussão sobre a revogação ou não do limite de 10% para o plantio de cana-de-açúcar no município, o Governo Federal anunciou na sexta-feira, 25, o Plano Estratégico do Setor Sucroalcooleiro. A proposta visa a expandir, nos próximos quatro anos, a oferta de cana-de-açúcar para fabricação de etanol. A primeira medida, com custo estimado de R$ 29 bilhões, é a renovação de
6,4 milhões de hectares plantados com cana até 2015. De acordo com o Ministério da Agricultura, a idade média dos canaviais do país está mais elevada que a ideal, acima do sexto corte. Além disso, a crescente demanda por etanol exige a expansão da área plantada. Para atender à ociosidade média atual de 16% das usinas, serão investidos R$ 8,5 bilhões no plantio de 1,4 milhões de hectares. Mais R$ 23 bilhões serão aplicados em 3,8 milhões de hectares para responder à demanda por etanol anidro misturado à gasolina numa proporção de 25% e etanol hidratado para 50% a 55% da frota de veículos leves, nos próximos anos.
Os recursos para a execução do plano virão principalmente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da poupança rural. O governo também propôs ao Conselho Monetário Nacional (CMN) uma linha de financiamento à estocagem de etanol para que as indústrias distribuam a produção durante o ano, evitando a volatilidade dos preços do combustível. A linha de crédito está estimada em R$ 4,5 bilhões ao ano.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) deverá receber R$ 40 milhões para pesquisas de novas variedades de cana, como uma resistente à seca. Outra linha de pesquisa será para o desenvolvimento de tecnologias para a produção de etanol celulósico, para aproveitamento da biomassa da cana.
Como forma de reestruturar o setor, o plano estratégico ainda propõe a organização dos produtores em associações e cooperativas, otimizando sua participação na cadeia produtiva e podendo, inclusive, assumir usinas paradas.