Medida do governo Trump restringe pedidos de residência permanente dentro do território americano e reforça o processamento via embaixadas
O governo do presidente Donald Trump anunciou uma mudança significativa na política de imigração legal dos Estados Unidos. Segundo o memorando interno da USCIS divulgado nessa quinta-feira (21 de maio de 2026), a maioria dos estrangeiros que estão no país com vistos temporários — como H-1B, L-1, F-1 e outros — e desejam solicitar o green card (residência permanente) deverão retornar ao seu país de origem para dar entrada no pedido por meio do processamento consular.
Até então, era comum que esses imigrantes realizassem o “ajuste de status” diretamente dentro dos Estados Unidos, sem a necessidade de sair do território americano. Com o novo memorando (leia aqui), o processamento consular passa a ser a regra geral. Isso significa que o solicitante terá de voltar ao seu país natal, agendar entrevista na embaixada ou consulado americano, passar por toda a análise documental, biométrica e de segurança no exterior e, somente após a aprovação, retornar aos Estados Unidos já como residente permanente.
A medida prevê exceções apenas para casos considerados de “circunstâncias extraordinárias”, mas as autoridades ainda não detalharam completamente quais situações se enquadram nessa categoria. Segundo o memorando, o ajuste de status deve ser visto como uma “graça administrativa” e não como um direito automático que substitui o processo consular tradicional.
Especialistas em direito migratório criticam a decisão, argumentando que ela aumentará significativamente a burocracia, os custos financeiros, o tempo de espera e provocará separações familiares temporárias. Muitos profissionais qualificados, estudantes e trabalhadores que já vivem há anos nos EUA com famílias americanas podem ser afetados, especialmente aqueles com processos já em andamento.
Por outro lado, o governo defende que a mudança reforça o cumprimento da lei, diferencia claramente vistos temporários de imigração permanente e reduz o risco de pessoas com pedidos negados permanecerem ilegalmente no país.
Essa nova restrição se soma a uma série de ações implementadas no segundo mandato de Trump na área de imigração.
Fonte: O Tempo.