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Greve dos funcionários da Cemig continua e categoria prevê manifestações na cidade

Letícia Morais
Publicado em 02/12/2015 às 15:49Atualizado em 16/12/2022 às 21:03
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Fotos/Neto Talmeli

Diretor do Sindieletro, José Henrique Vilela, assegura que atendimento à população não será prejudicado em função da greve

Greve dos funcionários da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) completa uma semana e categoria prevê manifestações nos próximos dias em Uberaba. Mais de 50% dos trabalhadores locais estão de braços cruzados desde quarta-feira (25) e devem continuar por tempo indeterminado, já que as negociações com a concessionária de energia não tiveram nenhum avanço nesta tarde em Belo Horizonte.

O diretor do Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro), José Henrique Vilela, afirmou que além de não atender as reivindicações da categoria, a Cemig está cortando benefícios, como o seguro de vida. “A Cemig reuniu ontem e hoje, mas não avançou em relação às nossas propostas. Além de querer tirar o fundo de pensão sem realizar uma discussão com os trabalhadores, ela (a empresa) sinalizou que manterá o quadro de trabalhadores do jeito que é”, explicou.

José Henrique destacou ainda que a Cemig está pressionando, mas indicou que a categoria fará ações no intuito de mobilizar o legislativo uberabense. “Amanhã pela manhã, aqui em Uberaba, os funcionários estarão reunidos na Univerdecidade. Depois, a partir das 10h da manhã, haverá reunião do Sindieletro com o Sindicato dos Bancários para avaliar questões trabalhistas”, adianta o sindicalista.

Vale ressaltar que os funcionários asseguraram que a população não terá o atendimento prejudicado em função da greve. “O sindicato se colocou à disposição para conversar com a empresa e com a justiça. Além disso, nós temos a consciência e sabemos da importância de manter o atendimento à população e garantir energia nas indústrias, fazendas, casas, repartições públicas e hospitais”, assegura o diretor do Sindieletro.

Reivindicações. Entre as reivindicações estão o reajuste salarial, 10% de aumento real e ainda Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Além disso, os trabalhadores reclamam das condições de trabalho, que segundo eles, necessitam melhorar rapidamente. “Queremos mais qualidade de serviço e acabar com as mortes. Só este ano perdemos cinco trabalhadores enquanto exerciam suas funções. Os trabalhadores terceirizados não são treinados e qualificados, porém são explorados com excesso de jornada e por não receberem seus direitos são expostos a esse trabalho precário”, finaliza.

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