Hackers encontraram falha de segurança grave no WhatsApp, um dos aplicativos de mensagens instantâneas mais usados no mundo. Por meio da brecha, um spyware é instalado em celulares. O WhatsApp recomenda a atualização imediata do aplicativo, que já contém a reparação do erro.
A vulnerabilidade foi informada primeiro pelo Financial Times e já está reparada na última atualização do WhatsApp. Ela permitiu aos hackers inserirem programa malicioso nos telefones mediante chamada telefônica aos aparelhos. O recebedor da chamada não precisava sequer atender à chamada para estar suscetível ao spyware, que ainda era capaz de apagar o registro da chamada. Ou seja: o alvo do programa malicioso não fica nem sabendo que foi atingido.
O Financial Times cita que a ferramenta foi desenvolvida por uma empresa obscura com sede em Israel chamada NOS Group, acusada de ajudar governos do Oriente médio a espionar ativistas e jornalistas.
Em menos de dez dias após descobrir a vulnerabilidade o WhatsApp já resolveu o problema, lançando a atualização. A empresa não comentou o número de usuários afetados ou quais foram os alvos do ataque, e informou que reportou o caso às autoridades americanas.
Este é o mais recente vazamento de uma série de problemas enfrentados pelo Facebook, proprietário do WhatsApp, que tem enfrentado duras críticas por permitir que os dados de seus usuários sejam usados por empresas de pesquisas de mercado.
Invasão
O programa de espionagem é sofisticado e “estaria disponível apenas para atores avançados e altamente motivados”, segundo informou o WhatsApp, acrescentando que “visava um número seleto de usuários”.
O NSO Group ganhou notoriedade em 2016, quando especialistas o acusaram de ajudar a espionar um ativista nos Emirados Árabes Unidos. Entre seus produtos, o mais conhecido é o Pegasus, bastante invasivo que pode ativar remotamente a câmera e o microfone de um determinado telefone e acessar seus dados. A empresa assegurou nesta terça-feira que só vende este programa para os governos "combaterem o crime e o terrorismo".
*Com informações do Estado de Minas