Por falta de insumos necessários ao procedimento, Maria José da Silva continua internada. HC-UFTM reitera que a chegada do material está prevista para amanhã (17)
Não é novidade que o atendimento no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) tem sido prejudicado pela falta de insumos. A situação tem sido recorrente, gerando diversos transtornos aos usuários do hospital.
A dona de casa Tassia Cristina de Oliveira acionou a reportagem do JM Online para relatar a situação crítica que sua mãe vive. Maria José da Silva, de 69 anos, ainda não foi submetida a uma cirurgia cerebral porque não há material para realização do procedimento. “Há um mês e 12 dias minha mãe aguarda internada para ser submetida à cirurgia. Nos laudos consta que ela está com hemorragia no cérebro e que precisa operar, mas o hospital alega não ter material necessário para a cirurgia”, disse.
Além disso, Tassia contou que a equipe médica se negou dar alta para sua mãe devido à gravidade do caso. A alternativa encontrada pela família foi acionar à Justiça. “Já recorremos à Justiça porque essa noite a minha mãe deu duas convulsões e outra hemorragia. Conversei com o diretor e na ouvidora e eles disseram que estão fazendo a licitação para a compra de materiais, mas isso nunca acontece. E o problema não é só com a minha mãe, existem outros pacientes que estão em situação igual ou pior, correndo riscos”, revela.
Em nota, a direção do HC-UFTM confirmou que alguns procedimentos estão sendo prejudicados devido às dificuldades na entrega dos materiais necessários pelos fornecedores. Ainda, a direção afirmou que mesmo com as dificuldades financeiras, o HC tem negociado a entrega de uma quantidade de material necessária para manutenção dos serviços.
Com relação ao caso da paciente, a expectativa de entrega dos insumos necessários para a cirurgia é até amanhã (17). Por fim, a assessoria reiterou ser o HC-UFTM o único hospital a atender exclusivamente por meio do Serviço Único de Saúde (SUS) da macrorregião e, ainda, que oferece a cirurgia endovascular cerebral. Por isso, o hospital precisa de equipamentos de alta tecnologia, insumos de alto custo e profissionais altamente qualificados.