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A igreja Templo Planeta do Senhor não teve sucesso no processo contra a Netflix e a produtora Porta dos Fundos. O presidente da instituição religiosa queria uma indenização de R$ 1 bilhão por causa do especial de Natal “A Primeira Tentação de Cristo”, pois se sentiu desrespeitado.
O filme em questão foi ao ar no fim do ano passado e causou a fúria de líderes religiosos por colocar um Jesus Cristo homossexual, interpretado pelo ator Gregorio Duvivier. O homem, que atuou como advogado do processo, foi à Justiça requerer o valor bilionário, contudo saiu no prejuízo, pois a igreja desistiu de prosseguir com a ação.
A juíza do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Patrícia Conceição, não deu o direito da Justiça gratuita ao caso. Desta forma, como o Templo Planeta do Senhor pedia R$ 1 bilhão, os custos do processo chegaram a R$ 82 mil. Se o presidente da igreja quiser recorrer, o prejuízo pode chegar ao dobro do valor.
Se a Netflix ou o Porta dos Fundos tivessem recebido a notificação judicial, o Tempo, que também pediu a retirado do filme do ar, teria de arcar com honorários dos advogados das empresas. Se o processo fosse até o fim e a decisão fosse desfavorável à igreja, ela teria que pagar até 10% do valor da ação a título de honorário.
O Tempo Planeta do Senhor também usou o nome do filme de forma equivocada na petiçã em vez de se referir a “A Primeira Tentação de Cristo”, o que consta no processo é o “Se Beber, Não Ceie”, especial de 2018, que mostra um Jesus em uma festa com seus discípulos em meio a bebedeiras, enredo que passou batido e não provocou a ira da igreja.
*Com informações O Tempo