O valor chega à casa do trilhão de reais 15 dias antes do que em 2013 e 35 dias antes do que no ano de 2012
Nesta terça-feira, 12, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atingiu a marca de R$ 1 trilhão por volta das 11 horas. Trata-se do sistema que mede a quantia total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos brasileiros ao longo do ano para União, estados e municípios.
De acordo com o presidente da Aciu, Manoel Rodrigues Neto, neste ano, o valor chega à casa do trilhão de reais 15 dias antes do que em 2013 e 35 dias antes do que no ano de 2012, o que indica aumento da carga tributária. “Enquanto o contribuinte paga e a arrecadação cresce mais do que a economia brasileira, a prestação de serviços como saúde, transportes e educação, para citar alguns exemplos, decresce além da proporção. Porém, podemos começar a mudar essa situação, a partir das próximas eleições, elegendo candidatos que estejam dispostos a mudar essa realidade”, afirma.
Manoel Neto lembra que a Lei de Olho no Imposto, que entraria em vigor em junho deste ano, mas foi adiada para 2015, é a melhor forma de alertar o contribuinte sobre quanto e o que ele paga em cada produto. /// Muitas vezes, os produtos são caros não por causa do empresário, mas em virtude da carga tributária.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, para pagar esse volume de impostos, o brasileiro precisa desembolsar o equivalente ao que ganhou durante 151 dias, ou seja, cinco meses de trabalho. Para isso, a população deve destinar 41,37% do seu rendimento bruto para pagar todos os impostos, taxas e contribuições. No ano passado, foram necessários 150 dias de trabalho para paga 41,1% os tributos.
Para se ter uma ideia, a Associação Comercial de São Paulo fez uma lista dos dez produtos com a maior taxa de impostos. Em segundo lugar aparece o cigarro, sendo que a cada R$ 100 gastos, R$ 80 são apenas de impostos. Em quarto está a caipirinha, que custa 77% em tributos, se comprada pronta. O chope aparece em sétimo, custando 62% em impostos. Por último, uma embalagem de creme cosmético para a pele custa 57% em impostos para os consumidores.