NÃO FUNCIONA?

Por que as “canetas emagrecedoras” não funcionam para todos os pacientes

Estudos mostram que até 10% dos usuários não têm resposta significativa aos medicamentos contra obesidade, influenciados por fatores biológicos, clínicos e comportamentais

Publicado em 28/04/2026 às 12:23
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As chamadas “canetas emagrecedoras”, usadas no tratamento da obesidade, não apresentam os mesmos resultados para todos os pacientes. Apesar da popularização de medicamentos como semaglutida e tirzepatida, estudos indicam que uma parcela dos usuários não atinge a perda de peso esperada.

Pesquisas clínicas apontam que entre 5% e 14% dos pacientes podem não perder ao menos 5% do peso corporal nos primeiros meses de tratamento, dependendo do medicamento e da dose utilizada. Especialistas destacam que essa variação é considerada esperada em tratamentos médicos desse tipo.

Segundo médicos, a resposta ao uso dessas medicações depende de uma combinação de fatores, como metabolismo individual, presença de doenças como diabetes, ajuste de dose, além de hábitos de vida e uso de outros medicamentos.

Em pacientes com diabetes, por exemplo, a resposta tende a ser menor em comparação a pessoas sem a doença, possivelmente devido à maior resistência à insulina. A dosagem também influencia os resultados, já que ajustes graduais são necessários para melhorar a tolerância e reduzir efeitos colaterais.

Outro ponto relevante é a forma como o organismo absorve e processa o medicamento, além de possíveis variações genéticas que podem impactar tanto a eficácia quanto os efeitos adversos.

Especialistas reforçam que, quando não há resposta adequada, é necessário reavaliar o tratamento, incluindo hábitos alimentares, rotina, sono e condições clínicas associadas, antes de considerar a troca de medicamento ou interrupção do uso.

O alto custo dessas terapias também levanta discussões sobre custo-benefício, com alguns países adotando critérios mais restritivos para acesso e uso. No Brasil, a incorporação desses medicamentos no sistema público foi avaliada, mas não aprovada devido ao impacto financeiro.

Mesmo com novas pesquisas e alternativas em estudo, médicos alertam que o tratamento da obesidade deve ser individualizado e sempre acompanhado por profissionais de saúde, já que a resposta ao medicamento varia de pessoa para pessoa.

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