A inadimplência das famílias nas operações de crédito do sistema financeiro ficou estável, em setembro, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados na sexta-feira (26).
A inadimplência, considerado saldo em atraso por um período acima de 90 dias em relação ao total, ficou em 7,9%, o mesmo nível registrado em julho e agosto.
No caso das empresas, também houve estabilidade no indicador, que ficou em 5,9%, em julho, agosto e setembro.
O BC também informou que as famílias pagaram taxa média de juros de 35,8% ao ano, no mês passado, alta de 0,2 ponto percentual em relação a agosto. Para as empresas, a taxa caiu 0,5 ponto percentual, para 22,6% ao ano.
Otimismo. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, voltou a dizer que espera redução da inadimplência – que tem apresentado um período de estabilidade nos últimos meses – até o final deste ano.
Os dados do BC, divulgados no dia 26, mostraram estabilidade no indicador em julho, agosto e setembro para pessoas físicas em 7,9%. Para as empresas, a inadimplência é a mesma, 5,9%, também por três meses seguidos.
Maciel admitiu que esperava algum recuo na inadimplência já em setembro, seguindo os indicadores de outras instituições, mas a greve dos bancários no mês passado pode ter dificultado a renegociação de dívidas.
De acordo com Maciel, a expectativa de redução da inadimplência é baseada no reaquecimento da economia, aumento da renda e do emprego e dos mutirões de renegociação de dívidas. “Nossa expectativa continua sendo de recuo da inadimplência até o final do ano”, reforçou.