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Indicadores preveem crescimento da indústria somente em 2016

Indústria prevê aquecimento econômico no setor somente em 2016. O ano passado foi marcado pela desaceleração do setor industrial em todo o país

Geórgia Santos
Publicado em 22/02/2015 às 14:07Atualizado em 17/12/2022 às 01:19
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Indústria prevê aquecimento econômico no setor somente em 2016. O ano passado foi marcado pela desaceleração do setor industrial em todo o país. Os indicadores da região do Triângulo Mineiro também registraram queda da atividade, com exceção do faturamento, ainda impulsionado pelas vendas internas. Neste sentido, os empresários acreditam que este ano a situação permanecerá ruim, com previsão de melhora em 2016.

De acordo com dados repassados pela Fiemg, por meio da Pesquisa Indicadores Industriais, em 2014 a indústria registrou queda na maioria das variáveis. No emprego a queda foi de 6,17%, a massa salarial decresceu 3,17%; as horas trabalhadas na produção registrou redução de 2,50% e a utilização da capacidade instalada a redução chegou a 4,16 pontos percentuais, resultados inferiores aos de 2013. Apenas houve melhora no faturamento, sendo que no ano passado o valor total das vendas expandiu 3,22%, diante do ano anterior.

“Conforme os números da pesquisa, 2014 não foi bom, a indústria efetivamente não cresceu, o que é uma preocupação, pois o setor faz parte do desenvolvimento nacional, e se deixa de crescer, a economia fica travada. As perspectivas para 2015 também não são boas, pois, além do aperto econômico, ainda temos um agravante, que são os problemas relacionados a energia e água. Mas esperamos que esta realidade mude em 2016, acreditamos que o setor se mantenha estável esse ano e volte a crescer em 2016”, explica o presidente da Fiemg Regional Vale do Rio Grande, Nagib Facury.

Quanto a Uberaba, Nagib explica que a realidade não é tão ruim. Ele acredita que não haverá paralisação nas obras da planta de amônia, face aos problemas envolvendo a Petrobras, e também em relação ao gasoduto mineiro, já que as discussões estão chegando ao fim para implantação. “Enfim, Uberaba pode não sofrer tanto como a economia nacional”, afirma.

Dezembro. Quanto aos números do último mês do ano, o faturamento real reduziu 17,78% perante o mês anterior. As horas trabalhadas na produção reduziram 1,91% ante o mês de novembro. Na comparação com dezembro do ano anterior, o indicador recuou 3,22%. O emprego industrial retraiu 0,57% contra novembro. Quando confrontado com o mesmo mês de 2013, o indicador registrou queda de 3,78%. A massa salarial real expandiu 24,95% perante novembro. Em relação a dezembro do ano anterior, as remunerações diminuíram 6,10%. O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) aumentou 3,85 pontos percentuais, passando de 79,79% em novembro para 83,64% no mês de dezembro. No confronto com igual mês do ano anterior (89,17%), o índice recuou 5,53 pontos.

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