A Fiemg divulgou na semana anterior, os indicadores do mês de fevereiro de 2015 e, conforme os dados, a região continua apresentando desempenho negativo
Indústria do Triângulo Mineiro registra desempenho menor do que todo o Estado. A Fiemg divulgou na semana anterior, os indicadores do mês de fevereiro de 2015 e, conforme os dados, a região continua apresentando desempenho negativo na maioria das variáveis. E não há previsão de melhoras para este ano, a expectativa é somente para 2016.
Os indicadores de produção e mercado de trabalho – emprego, horas trabalhadas na produção e utilização da capacidade instalada –, bem como o faturamento, decresceram, confirmando a perda de dinamismo da atividade na região. Apenas a massa salarial, influenciada pelo pagamento de participação nos lucros e resultados, teve uma expansão de 4,06% em relação a janeiro. De acordo com o presidente da Fiemg Regional Vale do Rio Grande, Nagib Facury, o resultado é visto com preocupação.
“A indústria na nossa região decresceu com números maiores do que todo Estado de Minas Gerais. Dois setores extremamente sensíveis da nossa economia estão na entressafra – adubos e sucroalcooleiro – por isso tivemos uma queda maior do que o Estado. Acredito que em agosto os números voltarão ao normal, mas sem perspectiva de crescimento, por conta do movimento geral da economia do País”, explica o presidente da Fiemg.
Quanto às variáveis, Nagib explica que a expansão na massa salarial não representa um acréscimo nos números gerais. Houve uma grande queda de faturamento, os equipamentos ficaram mais horas parados e, por isso, acredita-se que haverá reflexos na geração de emprego. “Não vejo os resultados com bons olhos e não acredito em um crescimento imediato. Mesmo com o fim da entressafra, os números continuarão negativos. Neste momento, todos os empresários repensam o organograma de suas empresas, corte de vagas e, provavelmente, haverá rotatividade de mão de obra no setor”, afirma Nagib.