Causas também podem estar relacionadas a diabetes alterado, falta de líquidos, insuficiências renal e hepática, hipoglicemia ou hiperglicemia
Foto/Sandro Neves
O acompanhamento do idoso nos hotéis funciona com a avaliação diária do enfermeiro que determina as atividades de cuidadores e equipe multidisciplinar
Especialistas afirmam que confusão mental nem sempre está relacionada a algum problema neurológico. Por isso, é extremamente importante que os idosos, sobretudo aqueles hospedados em hotéis geriátricos, recebam tratamento humanizado, para facilitar a rápida identificação do caso.
A enfermeira Heidye Mendonça, que trabalha em um hotel geriátrico conceituado da cidade, afirma que casos em que as causas de confusão não estão relacionadas com problema neurológico são provenientes de diabetes alterado, falta de líquidos, infecções urinárias, uso de corticoides, insuficiências renal e hepática, hipoglicemia ou hiperglicemia. Segundo ela, é possível identificar a confusão mental com os sinais que os próprios idosos manifestam no dia a dia, como agitação, irritabilidade, sonolência, desidratação e esquecimento.
Especialistas dizem que muitas vezes os idosos não têm os sintomas clássicos da infecção urinária. Nesse sentido, a enfermeira diz ser possível identificar a infecção observando o seu comportamento. “Lembrando que alguns fatores predispõem a obtenção de infecção. Dentre eles, destacamos o uso de fraldas descartáveis, quando o paciente não muda de posição e permanece só deitado, a falta de exposição ao sol pela manhã e no fim da tarde, a ausência da prática de exercícios, alimentação desequilibrada e a falta de cuidados higiênicos”, considera.
O acompanhamento do idoso e de seu quadro clínico nos hotéis funciona com a avaliação diária do enfermeiro que determina também as atividades dos cuidadores e da equipe multidisciplinar, incluindo fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, nutricionista e o médico.